Economia da Região Nordeste

Atualmente a região com a terceira maior economia do país, e apesar de ser uma área com uma das economias consolidadas mais antigas, foi apenas nas últimas décadas que a região Nordeste conseguiu ser de fato integrada ao centro econômico do país, com melhorias na infraestrutura de transporte, e melhoramentos no sistema de comunicações e distribuição de energia elétrica. Desde então, a região é uma das “últimas fronteiras” de crescimento econômico e um grande pool de desenvolvimento de projetos em áreas variadas da economia, da agricultura irrigada a construção civil de alto padrão.

Destacam-se hoje no Nordeste polos econômicos que sustentam o crescimento da região por meio da expansão de seu crescimento, um destes polos é a cidade de Fortaleza. A capital cearense sofreu um forte crescimento dos anos 90 até os dias atuais, e hoje compete em pé de igualdade com Recife, histórico centro econômico nordestino. A cidade também concentra hoje o que há de melhor no setor da construção civil, sendo referência no setor de alto padrão nordestino atualmente. Com o advento do terminal portuário do Pecém, novas possibilidades no setor de logística e transporte de cargas.

Porto de Suape

Recife e Salvador concentram parte da indústria pesada em suas regiões limítrofes: o estaleiro no Suape (PE) e o complexo químico-industrial em Camaçari (BA) são pérolas do desenvolvimento industrial e tecnológico pelo o qual o Nordeste passa desde o começo dos anos 2000. Ambos os estados também se destacam no setor logístico, tendo Pernambuco o maior terminal de logística do norte brasileiro no Suape, e a Bahia toda uma infraestrutura de escoamento de produtos agrícolas e petroquímicos, tanto do vale do São Francisco, quanto do complexo de Camaçari e o do porto de Aratu.

complexo industrial camaçari

Da região nordeste destaca-se também o avanço da fronteira agrícola na região do Meio-Norte, composta pelos estados do Maranhão e Piauí. O acréscimo do agronegócio nesses estados adicionou um ânimo as economias ainda estáticas que existiam por lá, indiretamente afetando outros setores que vão dos insumos agrícolas e maquinário, até a logística e construção civil, ampliando a integração comercial do interior desses estados com as capitais e os pontos de escoamento (como o porto do Itaqui, em São Luís), e elevando novos centros urbanos, como a cidade de Balsas, por exemplo, que teve um avassalador crescimento demográfico e econômico. Movimento similar é visto no interior baiano, com a cidade de Luís Eduardo Magalhães como polo.

O setor de comércio e serviços também é diversificado, contando com shoppings entre os mais bem colocados do país no quesito vendas e qualidade de estrutura, renomados grupos têxteis como o Grupo Guararapes (dono da Riachuelo), e grandes empresas de varejo, como o grupo Mateus, e de departamento como o Armazém Paraíba e as Lojas Pernambucanas, por exemplo.

Praia de maragogi

Por fim, a maior joia da região e pelo o qual a mesma é reconhecida é o setor turístico. As belíssimas praias nordestinas atraem turistas de todo o território nacional, tanto para o turismo de alto padrão, em resorts suntuosos, ao turismo ecológico em contato com a natureza. Das praias mais procuradas da região se destacam Arraial d’Ajuda (BA), Atalaia (SE), Maragogi (AL), Porto de Galinhas (PE), Cabedelo (PB), Pipa (RN) Jericoacoara (CE), Coqueiro-Pedra do Sal (PI) e Curupu e os Lençóis, no MA; além da famosa ilha de Fernando de Noronha (PE), que une lindas praias e natureza. Aliado ao bom clima e natureza exuberante, o Nordeste possuí grandes manifestações culturais que atraem visitantes, como os carnavais de Pernambuco e Bahia, e o famoso São João de Campina Grande.

 

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